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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Vida após o nascimento.

"No ventre de uma mulher grávida dois gêmeos dialogam:

- Você acredita em vida após o parto?

- Claro! Há de haver algo após o nascimento. Talvez estejamos aqui principalmente porque nós precisamos nos preparar para o que seremos mais tarde.

- Bobagem, não há vida após o nascimento. Afinal como seria essa vida?

- Eu não sei exatamente, mas certamente haverá mais luz do que aqui. Talvez cam
inhe
mos com nossos próprios pés e comeremos com a nossa boca.

- Isso é um absurdo! Caminhar é impossível. E comer com a boca? É totalmente ridículo! O cordão umbilical nos alimenta. Além disso, andar não faz sentido pois o cordão umbilical é muito curto.

- Sinto que há algo mais. Talvez seja apenas um pouco diferente do que estamos habituados a ter aqui.

- Mas ninguém nunca voltou de lá. O parto apenas encerra a vida. E afinal de contas, a vida é nada mais do que a angústia prolongada na escuridão.

- Bem, eu não sei exatamente como será depois do nascimento, mas com certeza veremos a mamãe e ela cuidará de nós.

-Mamãe? Você acredita em mamãe? Se ela existe, onde ela está?


- Onde? Em tudo à nossa volta! Nela e através dela nós vivemos. Sem ela não existiríamos.

- Eu não acredito! Nunca vi nenhuma mamãe, por isso é claro que ela não existe.

- Bem, mas ás vezes quando estamos em silêncio, posso ouvi-la cantando, ou senti-la afagando nosso mundo. Eu penso que após o parto, a vida real nos espera; e, no momento, estamos nos preparando para ela."


Autor: Desconhecido, texto extraído de uma página do Facebook.

Somos assim diante da vida, sofremos, vivemos e evoluímos para algo maior que nos espera, somos meros bebês que mal engatinhamos ainda. Todo o amor que vivemos é apenas um preparo, basta nos atentarmos para perceber o quanto Deus nos afaga e protege em seu útero de sabedoria.

domingo, 24 de junho de 2012

Chato, e querido

O problema dos chatos é que demoram demais. Demoram numa conversa casual de esquina, demoram ao telefone, demoram a contar um caso, uma piada, ou a descrever uma cena, demoram a se despedir. Não sabem ir embora. Têm medo de ficar sozinhos consigo mesmos e se chatear. Sabem do que são capazes. Como disse o poeta Dylan Thomas: “Alguém está me enchendo o saco. Acho que sou eu”.

O ponto crucial da nossa relação com o chato é o tempo, o nosso tempo, que prezamos demais. O chato não tem esse problema, ele despreza o tempo. Não quer transformar o tempo em dinheiro, mas em conversa, uma lenta conversa na qual é protagonista. Não há chatos calados. Se um chato ficasse calado, você não saberia jamais que está diante de um deles.

 Exceção é o chato suspiroso. Conheci um. Falava pouquíssimo, mas suspirava sem parar, dos suspiros fundos e trêmulos aos que se confundiam com o ato de expirar, só que se ouviam. Suspiros eram para ele uma forma de conversa, respondia com suspiros, comentava com suspiros, concordava com suspiros, alguns tão fundos que pareciam gemidos. Era como se dissesse que nos poupava o transtorno de contar suas angústias e as manifestava em suspiros. O último deve ter sido também de alívio.

 Poder-se-ia supor que as pessoas bonitas não chateiam, porque enfeitam um ambiente. Não é verdade. Chatos não têm encantos, mesmo quando têm beleza. Conheci um desses, bonito, olhos azuis, algum dinheiro, mas... Não conseguia que as mulheres ficassem com ele por mais de uma semana.

Quando é que uma pessoa começa a ficar chata? Como se aprimora? Uma criança não é chata, no sentido do chato adulto. É chamada de chata por causa de distúrbios de comportamento, como birra ou turbulência, não por se alongar explicando uma coisa, ou por seus assuntos serem maçantes. Nunca são. A gente conhece os chatos já prontos, não em formação. Talvez houvesse tempo de recuperá-los para o convívio diário e prazeroso, se fossem identificados prematuramente. Está aí um ramo ainda virgem da psicologia.

 Entre os tipos humanos, o grupo mais intrigante é provavelmente o dos chatos queridos. Admite-se que são ótimas pessoas, generosas, prestativas, solidárias, mas a convivência com elas é penosa. Há pessoas difíceis que não são necessariamente chatas. Os briguentos, por exemplo, os instáveis, os agressivos, os grilados, os viciados, os consumistas compulsivos, os maníacos, os mal-habituados, os autoritários, os ciumentos — todos têm momentos insuportáveis, mas não são aborrecidos “full time”, não carregam aquele peso que transborda do chato.

 Os chatos queridos ajudam quanto podem a quantos pedem. Podemos contar com eles. Mas não conseguimos ficar à vontade por muito tempo na sua companhia; vai surgindo em nós um fino, ínfimo padecimento, que cresce quanto mais inescapável é a situação. Depois de nos livrarmos deles, com uma desculpa qualquer, sentimo-nos aliviados, mas levemente culpados, porque sabemos que são boas pessoas, e só a nossa impaciência as desmerece. Ao contrário, quando nos livramos dos chatos que não têm atenuantes, o sentimento é de triunfo, com música de Wagner ao fundo.

 Os queridos, quando morrem, são pranteados em enterros concorridos; no velório, são lembrados seus melhores momentos. Sentimos saudade. Não talvez dos seus momentos de aplicado cumprimento do seu papel no mundo (são predestinados!), mas daqueles momentos de presteza e bondade com que compensaram sua inglória missão.

Fonte: Veja São Paulo

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

O amor ensina o perdão


 Conta-se que, numa cidadezinha do interior, uma pobre mãe viúva encontrou sobre a mesa um bilhete do seu filho que dizia: "Mãe, não agüento mais viver com você, vou tentar a minha vida em Londres". Moravam num barraco perto da estação de trem e o jovem fugiu. Sendo filho único, o choque causado pela decepção e a certeza de uma grande solidão e saudade destruíram aquela família.

     Os anos passaram e para tristeza de todos que conheciam o rapaz, as manchetes de jornais que chegavam da capital, traziam notícias de assaltos e até crimes de morte que ele cometera. Aquela mãe não sabia de nada, porque seus amigos escondiam as notícias. Um dia, chegou uma carta do filho com o seguinte conteúdo: "Mamãe, cansei de tanto sofrer pela saudade e pelos erros que fui acumulando. Estou arrependido. Se a senhora me perdoar, coloque uma bandeira branca na sua janela. Passarei de trem por aí, na madrugada. Se a bandeira estiver lá, descerei".

     Aquela mãe saiu batendo, de porta em porta, nas casas vizinhas e pediu às pessoas para colocarem uma bandeira branca, nas suas janelas. Quando o rapaz passou por lá e viu tantas bandeiras, desceu chorando. Muitas vezes, os erros são cometidos por falta de orientação e por inexperiência. A compreensão e o apoio nas fraquezas podem levar o indivíduo à recuperação.

     Um dia, os discípulos de Jesus perguntaram-lhe, quantas vezes uma pessoa deve perdoar a outra quando falhasse. E a resposta sugeriu uma aula sobre o perdão:
     - Deveis perdoar uns aos outros não sete vezes, mas setenta vezes sete.

     Talvez, porque muitos educadores retiraram as lições do perdão da cartilha da convivência, a humanidade se embrutece nas relações.


sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

RECEBI POR E-MAIL : UM DEFEITO NA MULHER... #5


Quando Deus fez a mulher já estava em seu sexto dia de trabalho fazendo horas extras. 
Um anjo apareceu e lhe disse: 'Por quê leva tanto tempo nisto?'  
E o Senhor respondeu: 'Já viu a minha ficha de especificações para ela?'
Deve ser completamente lavável, mas sem  ser de plástico, ter mais de 200 peças móveis e ser capaz de funcionar com uma dieta de qualquer coisa, até sobras, ter um colo que possa acomodar quatro crianças ao mesmo tempo, ter um beijo que possa curar desde um joelho arranhado até um coração partido e fará tudo isto somente com duas mãos.'
O anjo se maravilhou com as especificações 'somente duas mãos....Impossível!' 
e este é somente o modelo básico?  
É muito trabalho  para um dia...Espere até amanhã para terminá-la.'  
Isso não, protestou o Senhor. Estou tão perto de terminar esta criação que é favorita de Meu próprio coração.
Ela se cura sozinha quando está doente e pode trabalhar jornadas de 18 horas.' O anjo se aproximou mais e tocou a mulher. 
- 'mas o Senhor a fez tão suave...'  
'É suave', disse Deus, mas a fiz também forte. Você não tem ideia do que pode aguentar ou conseguir.
'Será capaz de pensar?' perguntou o  anjo.   
Deus respondeu:
'Não somente será capaz  de pensar mas também que raciocinar e de negociar'.
O anjo então notou algo e estendendo a mão tocou a bochecha da  mulher....
'Senhor, parece que este modelo tem um vazamento... Eu Lhe disse que estava colocando muita coisa nela...' 
'Isso não é nenhum vazamento... é uma lágrima' corrigindo-o  o Senhor..
'Para que serve a lágrima,' perguntou o anjo.
E Deus disse:
'As lágrimas são sua maneira de expressar seu destino, sua pena, seu desengano, seu amor, sua solidão, seu sofrimento, e seu orgulho.' 
Isto impressionou muito ao anjo 'O Senhor é um gênio, pensou em tudo.
A mulher é  verdadeiramente maravilhosa'!
 
Sim é! A mulher tem forças que maravilham aos homens.
Aguentam dificuldades, levam  grandes cargas, mas têm felicidade,  amor e  alegria.
Sorriem quando querem gritar.
Cantam  quando querem chorar. Choram quando estão  felizes e riem quando estão nervosas.
Lutam pelo que crêem.
Enfrentam à  injustiça.
Não aceitam 'não' como resposta quando elas crêem que há uma solução melhor.
Privam-se para que a sua família possa ter.
Vão ao médico com uma amiga que tem medo de ir.
Amam incondicionalmente.
Choram quando seus filhos triunfam e se alegram quando seus amigos ganham prêmios.
Ficam  felizes quando ouvem sobre um nascimento ou um casamento.
Seu coração se parte quando morre uma amiga.
Sofrem com a perda de um ente querido, entretanto são fortes quando pensam que já não há mais forças.
Sabem que um beijo e um abraço podem ajudar a curar um coração partido.

Entretanto, há um defeito na mulher:       

         
É que ela se esquece o quanto vale.