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terça-feira, 9 de outubro de 2012

Me machuco, te machucas, nos machucamos...


Quanto mais cresço mais me me aproximo do que não gostaria de ser
Mais eu busco em mim uma parte de mim que ignoro
Prefiro não perceber que existe para não me machucar ainda mais
Pois pior do que chorar a dor causada pelo outro 
É  incitar a dor  por nossas próprias atitudes. 

Permaneço inquieto com a incerteza do chão sobre os meus pés
Que não é tão firme como deveria ser. 
Choro a cada ferida causada
Mas dentro de mim existe um masoquismo que não apenas assiste
Como protagoniza cada golpe desferido.

Procuro no outro o que na verdade já existe em mim
E não me dou conta do quanto é difícil 
Assimilar um segundo universo
Que além de criar um vácuo no meu mundo em andamento
Prende as unhas no meu chão 
E me arrasta junto pros seus mares de incerteza.

 No fim de tudo, eu que olhava com olhares de menino
Agora sou quem desfere cada golpe de misericórdia. 
No fim de tudo, minhas lágrimas começam a formar uma nascente de dois
Mas percebo confuso que as mãos de quem implora clemência
São as mesmas de quem estanca o meu ferimento.

E já não sei quem é fera e quem é ferido
 Quem sofre e quem deleita, quem evita e quem procura. 
Um dia entenderei que somos os dois a mesma nascente
Que ora evade o sofrimento, ora busca e e se alimenta da sua força.




Sobrevivente.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Vou Correr


Vou correr
O teu desleixo inquietude traz
E se eu me queixo você faz eu ver
Que eu tô querendo mais
Do que você
No expressivo tempo que já faz
Se dispôs a me oferecer
Eu sei que não sou capaz
De olhar pra você
E não me importar com outras mãos
Que possam segurar a tua
Você só quer se for assim
Diz que tá na fase de curtir
E o que resta pra mim é correr
Mas tudo bem
Eu já estive onde você está
Quem sabe um dia a gente possa ser
Se com isso eu não contar
Eu vou te ver
Vai ser difícil não me aproximar
Mas meia volta eu vou dar porque
Eu sei que não sou capaz
De olhar pra você
E não me importar com outras mãos
Que possam segurar a tua
Você só quer se for assim
Diz que tá na fase de curtir
E o que resta pra mim é correr
Simplesmente aconteceu
Me sinto vivo
Mesmo não sendo como eu idealizei
Me sinto vivo

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Meu amor da infância.

Queria que seu amor fosse o meu amor de infância
Puro, ingênuo, sem as malícias que a vida nos ensinou a ter.

Queria que ao lembrar de você 
Nada além de doces e travessuras viesse a minha cabeça.

Queria ter um lápis já no fim do grafite
Pra desenhar seu nome no meu coração 
E dali você não sairia,
Cercado e protegido pelas linhas tortas 
Do meu amor verde-limão.

Queria te dar de presente um anel vindo em um caramelo
E te oferecer a lealdade de um melhor amigo.

Que seu estalinho em baixo do pé de goiaba
Fosse mais gostoso que doce-de-leite na colher
E mais intrigante que as pílulas de encolhimento do Chapolin.

Que as nossas brigas fossem mera questão
De decidir entre o ursinho Teddy e o gato malhado
Para ser nosso filho do meio.

O nosso amor deveria ser assim 
Intenso, sincero e malcriado
Como só duas crianças conseguem ser.

Diansley Raphael


sábado, 4 de fevereiro de 2012

Mundo gay X velhice.

Quando se decide assumir uma identidade, deve-se estar preparado para adaptar a sua vida caso a sua identidade envolva seguir parâmetros fora dos estabelecidos pela sociedade, estou me referindo a se assumir enquanto gay pois é muito fácil viver uma vida baseada somente no agora e não se importar com o amanhã. O agora para quem é jovem é algo muitas vezes glorioso, peitar a família e a sociedade enquanto se tem 20 ou 30 anos é muito fácil já que estamos no auge de nossa beleza e saúde. Porém para um gay, o verdadeiro desafio começa com o passar dos anos. Nesse mundo existe a cultura do desapego, já que não existe filhos para manter um casamento ou uma imagem a ser quebrada com uma separação que impede muitos casais héteros de se separarem já que a sociedade, que ainda é muito preconceituosa, não espera nenhum futuro promissor de um casal gay, então não há imagem a ser mantida. Na minha opinião para os gays o maior desafio, não é manter as aparências mas sim quebrar esses conceitos que sempre foram disseminados, não estou dizendo que no mundo hétero não haja muita sujeira debaixo do tapete, mas um lado positivo dessa necessidade que casais héteros tem de manter um relacionamento, seja pelos filhos, por amor passional, ou por pura questão de aparências, pode ter um lado positivo, isso os força a enfrentar os problemas da vida a dois que sempre existirão. Sou contra qualquer tipo de anulação pessoal, violência física ou moral, machismo ou traição no casamento, mas acredito que quando ainda há algum sentimento e respeito mútuo os problemas devem ser superados a dois. No mundo gay, muito provavelmente pela liberdade associada a ele, não há esse hábito de solucionar os problemas a dois, e talvez a consequência disso só será percebida na velhice, e é aí que quero chegar, pois nessa faze é que as pessoas sofrem mais com a solidão, você pode ter tido uma vida profissional de sucesso, pode ter cultivado muitos amigos, pode ter juntado muito dinheiro, mas nada disso terá sentido se não houver uma pessoa que possa tomar conta de você e você dessa pessoa.
Peitar o mundo aos 20 quando tudo conspira a seu favor é muito fácil, se o companheiro se afasta, nessa faze muitas pessoas preferem encarar isso como justificativa pra uma boa escapada, se ele não quer mais o relacionamento essas pessoas não correm atrás porque aprenderam que a fila anda. A fila anda por um bom tempo, mas aí ela para, só então essas pessoas aprendem que tudo poderia ter sido evitado com um diálogo. Normalmente a pessoa que permanecer ao seu lado, quando sua pele já não for mais firme, seu sexo já não for o mesmo e seu corpo já não atrair os olhares de todos, essa sim será a pessoa que verdadeiramente te ama. Espero que o mundo gay um dia entenda que nem tudo na vida é apenas uma boa farra, e que amar significa ceder em muitos aspectos, até mesmo ignorando as próprias necessidades,no final tudo acaba fazendo sentido... e espero também que isso não seja percebido quando for tarde demais.


segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

O que significa amar verdadeiramente uma pessoa?

Houve um tempo em que eu achava saber a resposta: significa que eu iria pensar em Savannah mais do que em mim mesmo, e passaríamos o resto de nossas vidas juntos. Não seria difícil. Ela me disse certa vez que a chave para a felicidade é ter sonhos realizáveis, e os dela não eram nada fora do comum. Casamento, família... o básico. Isso significa que eu teria um emprego estável, uma casa com cerca branca e uma minivan ou SUV grande o suficiente para levar nossos filhos à escola, ao dentista, ao treino de futebol ou aos recitais de piano. Dois ou três filhos – ela nunca foi clara a respeito, mas meu palpite é que quando chegasse a hora, ela deixaria a natureza seguir seu curso e Deus tomar a decisão. Ela era assim – religiosa, quero dizer – e suponho que esse tenha sido um dos motivos pelos quais me apaixonei por ela. Independentemente do que acontecesse em nossas vidas, eu me imaginava ao fim do dia deitado na cama ao lado dela, nós dois abraçados enquanto conversávamos e ríamos, perdidos nos braços um do outro.
Não parece tão absurdo, certo? Quando duas pessoas se amam? Foi também o que pensei. E, enquanto uma parte de mim ainda quer acreditar que isso seja possível, sei que não vai acontecer. Quando eu for embora de novo, nunca mais vou voltar.
Por enquanto, porém, vou sentar-me na encosta que dá vistas à fazenda e esperar que ela apareça. Ela não vai me ver, é claro. No exército, você aprende a se misturar com a paisagem, e eu aprendi muito bem, pois não quero morrer em uma vala estrangeira no meio do deserto iraquiano. No entanto, tive de voltar a esta cidadezinha montanhosa na Carolina do Norte para descobrir o que aconteceu. Quando alguém termina algo mal resolvido, sente um desconforto, quase uma dor, até descobrir a verdade.
Porém, estou certo de uma coisa: Savannah nunca saberá que estive aqui hoje.
Parte de mim dói ao pensar que ela está tão perto e eu não posso tocá-la, mas nossas histórias seguiram caminhos diferentes. Não foi fácil aceitar essa verdade simples, pois houve um tempo em que nossas histórias eram uma só, mas isso aconteceu seis anos e duas vidas atrás. Nós dois temos lembranças, é claro, mas aprendi que as memórias podem ter uma presença física, quase viva, e nisso Savannah e eu também somos diferentes. Enquanto as lembranças dela são estrelas no céu noturno, as minhas compõem o assombrado espaço vazio entre elas. E, ao contrário dela, sinto o peso de perguntas que já me fiz mil vezes desde nosso último encontro. Por que fiz aquilo? Faria tudo de novo?
Fui eu, veja bem, quem terminou tudo.
Nas árvores ao meu redor, as folhas estão apenas iniciando sua lenta mutação para o vermelho fogo, brilhando como o sol que espreita ao longe no horizonte. As aves gorjeiam para a alvorada, o ar está perfumado com aroma de pinho e terra, diferente da água salgada da minha cidade natal. De repente, a porta da frente se escancara e eu a vejo. Apesar da distância entre nós, prendo a respiração enquanto ela invade o dia. Ela se espreguiça antes de descer os degraus da entrada e dirigir-se para a lateral da casa. Savannah atravessa a porteira e segue em direção ao pasto à sua frente, que reluz como um oceano verde. Um cavalo a saúda, outro também, e meu primeiro pensamento é que Savannah parece pequena demais para se mover tão facilmente entre eles. Mas ela sempre ficou confortável em meio aos cavalos, e eles com ela. Uma meia dúzia de animais mordisca a grama ao pé da cerca, a maioria quarto de milha, e Midas, seu cavalo árabe negro com meias brancas, está apartado. Montei com ela uma vez, e com sorte não me feri. E, enquanto eu me agarrava com todas as minhas forças ao cavalo, lembro de pensar que ela ficava tão relaxada na sela, que era como se estivesse assistindo televisão. Savannah se detém um momento para cumprimentar Midas. Ela esfrega o nariz dele sussurrando algo e acaricia as ancas do cavalo, que fica de orelhas em pé quando ela se vira e parte para dentro do celeiro.
Ela desaparece e ressurge carregando dois baldes – aveia, acho. Pendura nas estacas, e um par de cavalos trota em sua direção. Savannah se afasta para dar passagem e observo seu cabelo esvoaçar na brisa. Ela pega a sela e a rédea. Enquanto Midas come, ela o prepara para cavalgar, e logo depois o conduz da pastagem para as trilhas na floresta, exatamente como fez seis anos atrás. Sei que não é verdade – eu a vi de perto no ano passado e notei as primeiras rugas surgindo ao redor dos olhos – mas o prisma pelo qual a vejo continua imutável. Para mim, ela sempre terá vinte e um anos e eu, vinte e três. Eu servia na Alemanha; ainda não tinha ido a Fallujah ou Bagdá, nem recebido a carta dela, que li na estação de trem em Samawah nas primeiras semanas de campanha; ainda não tinha voltado para casa por causa dos eventos que mudaram o rumo da minha vida.
Hoje, aos vinte e nove anos, às vezes me pergunto sobre as escolhas que fiz. O exército se tornou a única vida que conheço. Não sei se deveria estar arrependido ou satisfeito por isso; a maior parte do tempo oscilo, depende do dia. Quando as pessoas perguntam, digo que sou um peão, e é exatamente isso que quero dizer. Ainda vivo em uma base na Alemanha, tenho cerca de mil dólares de economias e não saio com uma mulher há anos. Não surfo como antes nos dias de licença. Nas folgas, dirijo minha Harley para o sul e para o norte, dependendo do meu humor. A Harley foi a melhor coisa que já comprei, embora lá custe uma fortuna. É ideal para mim desde que me tornei um tipo solitário. A maioria dos meus camaradas abandonou o serviço, mas eu provavelmente serei enviado de volta ao Iraque nos próximos meses. Pelo menos, esses são os rumores que circulam na base. Quando conheci Savannah Lynn Curtis – para mim, ela será sempre Savannah Lynn Curtis –, não poderia prever o rumo que minha vida tomaria, nem acreditava que faria carreira no exército.
Mas eu a conheci; e é isso que torna minha vida atual tão estranha. Eu me apaixonei por ela enquanto estávamos juntos, e me apaixonei ainda mais nos anos em que ficamos separados. Nossa história tem três partes: um começo, um meio e um fim. Embora seja assim que todas as histórias se desenrolam, ainda não consigo acreditar que a nossa não durará para sempre.
Reflito sobre essas coisas, e como sempre, nosso tempo juntos retorna à minha mente. Relembro como tudo começou, pois agora essas memórias são tudo o que me resta.

Te amo pra sempre!

Fonte:Trecho de Querido John, de Nicholas Sparks

domingo, 21 de agosto de 2011

Músicas que eu tenho ouvido: 1,2,3,4. #1

Assim como todo mundo, tenho algumas músicas que me tocam muito, mas diferente de muitas pessoas não ouço música pelo estilo, ouço-as pelo modo que me tocam, seja pela boa batida, seja pela letra profunda. Essa música que eu decidi postar hoje foi descoberta na aula de inglês e é um caso de músicas com letras bonitinhas, quando amamos alguém como eu amo, geralmente essas músicas com refrão simples do tipo que da primeira vez em que se ouve já se sabe de cor, são as que traduzem tudo o que sentimos. A banda é Plain White T's e a música é simplesmente ótima, abaixo segue a letra retirada do site vagalume , e em seguida o clipe que é simples como a letra que mostra casais reais juntos a meses e a anos.

Give me more love than I've ever had,
Make it all better when I'm feeling sad,
Tell me that I'm special even when I know I'm not.

Make it feel good when I hurt so bad,
Barely gettin' mad,
I'm so glad I found you.
I love being around you.

You make it easy,
As easy as 1, 2, 1, 2, 3, 4.

There's only 1 thing,
  2 do, 3 words,
  4 you.
I love you (I love you)
There's only 1 way,
  2 say those 3 words
That's what I'll do.
I love you (I love you)

Give me more love from the very start,
Piece me back together when I fall apart,
Tell me things you never even tell your closest friends.

Make it feel good when I hurt so bad,
Best that I've had,
I'm so glad I found you.
I love being around you.

You make it easy,
As easy as 1, 2, 1, 2, 3, 4.

There's only 1 thing,
  2 do, 3 words,
  4 you.
I love you (I love you)
There's only 1 way,
   2 say those 3 words
That's what I'll do.
I love you (I love you)

I love you (I love you)

You make it easy,
As easy as 1, 2, 1, 2, 3, 4.
There's only one thing,
To do, three words,
For you.
I love you (I love you)
There's only 1 way,
  2 say those 3 words
That's what I'll do.
I love you (I love you)

I love you (I love you)
One, two, three, four.
I love you (I love you)
I love you (I love you




quinta-feira, 11 de agosto de 2011

O amor ensina o perdão


 Conta-se que, numa cidadezinha do interior, uma pobre mãe viúva encontrou sobre a mesa um bilhete do seu filho que dizia: "Mãe, não agüento mais viver com você, vou tentar a minha vida em Londres". Moravam num barraco perto da estação de trem e o jovem fugiu. Sendo filho único, o choque causado pela decepção e a certeza de uma grande solidão e saudade destruíram aquela família.

     Os anos passaram e para tristeza de todos que conheciam o rapaz, as manchetes de jornais que chegavam da capital, traziam notícias de assaltos e até crimes de morte que ele cometera. Aquela mãe não sabia de nada, porque seus amigos escondiam as notícias. Um dia, chegou uma carta do filho com o seguinte conteúdo: "Mamãe, cansei de tanto sofrer pela saudade e pelos erros que fui acumulando. Estou arrependido. Se a senhora me perdoar, coloque uma bandeira branca na sua janela. Passarei de trem por aí, na madrugada. Se a bandeira estiver lá, descerei".

     Aquela mãe saiu batendo, de porta em porta, nas casas vizinhas e pediu às pessoas para colocarem uma bandeira branca, nas suas janelas. Quando o rapaz passou por lá e viu tantas bandeiras, desceu chorando. Muitas vezes, os erros são cometidos por falta de orientação e por inexperiência. A compreensão e o apoio nas fraquezas podem levar o indivíduo à recuperação.

     Um dia, os discípulos de Jesus perguntaram-lhe, quantas vezes uma pessoa deve perdoar a outra quando falhasse. E a resposta sugeriu uma aula sobre o perdão:
     - Deveis perdoar uns aos outros não sete vezes, mas setenta vezes sete.

     Talvez, porque muitos educadores retiraram as lições do perdão da cartilha da convivência, a humanidade se embrutece nas relações.


quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Amar com limites.



 Desde que iniciei minha vida amorosa, passei por N situações, muitas delas nada agradáveis, e outras para serem lembradas pra sempre como ótimas recordações, desde o início o que mais fiz foi amadurecer, e me tornar mais responsável em todos os sentidos, porém com toda a minha vivência uma coisa que não deixei de fazer foi viver a minha vida, sempre tive amigos, opiniões, o fato de amar alguém nunca me impossibilitou de fazer coisas que tinha vontade, tudo dentro do seu limite é claro.

 Tenho visto que muitas pessoas , diferente de mim, quando estão em um relacionamento se tornam engessadas, esquecem velhos amigos, abandonam hobbies, e muitas vezes deixam até mesmo de cuidar de si mesmas, perdem sua vaidade, e em casos extremos até afastam de suas famílias, tudo para não desreipeitar o parceiro que não admite que elas vivam suas vidas à própria maneira. Sempre quando iniciamos um namoro, procuramos sim agradar o parceiro, evitamos confrontos desnecessários, e cedemos em situações que normalmente não cederíamos, o problema é que quando a paixão é cega, aos poucos o limite entre ceder parar agradar e anulação vai se estreitando até se passa a viver a vida do outro.

  É muito importante em qualquer relacionamento estabelecer limites, pois até para o mais nobre dos sentimentos é preciso saber dizer NÃO as vezes, e isso também é prova de amor, no sentido de que mesmo que haja uma vírgula no relacionamento o amor ainda existe, amor que apenas sobrevive sobre pressão e imposição de regras não é um amor real, poderia até dizer que é uma relação de pessoas inseguras, insegura da que controla que não consegue amar sem algemar pois não é auto-confiante e precisa controlar o tempo todo, e insegura da que não consegue caminhar sobre as próprias pernas devido a um provável problema de falta de opinião.

  Se você tem hábitos, saudáveis é claro, mantenha-os inclusive se você estiver com alguém muito ciumento ou controlador, saiba impor regras, até onde e o que você aceita, mantenha seus amigos por perto mesmo que ele/ela não goste, mostre que a sua vida já existia antes que essa pessoa chegasse, então ela precisa se encaixar no seu espaço também, saber ceder é importantíssimo, mas ceda até onde você se sentir a vontade, o amor que é amor, sabe respeitar seus limites e necessidades, não existe problema em fazer uma academia que há muito tempo esta sendo adiada, usar a roupa que você se sinta a vontade, ter amigos, e porque não até curtir o próprio o happy hour com eles, tudo com muito respeito e sem nunca perder o amor próprio.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Poderia ter sido diferente

Desejamos o imediato e não projetamos o futuro...




Arrependimento dói, consome, é quase um obsessor inconsciente do oculto de nossa mente dependente, carente.

Às vezes, até, deprimente. Mas o fato não é que eu tenha remorso de algo que tenha feito, pelo contrário.

Sinto-me mal em não ter feito, em ter sido omisso ou covarde, em não querer magoar alguém e sofrer as conseqüências sozinho.

A vida poderia ser diferente, poderia ter outros rumos se não fosse a nossa falta de comprometimento, de caráter, de hombridade em dizer a verdade, em deixar o orgulho de lado, e ao menos tentar, ser leal consigo mesmo.

Quem sabe assim as conseqüências fossem diferentes... mas é só uma especulação.

Quantas vezes, por termos deixado de fazer algo, ocasionamos um trauma em alguém ou, pior, ficamos a nos lamuriar o resto da vida pela frase não dita, pelo revide que não teria que ter acontecido, pela palavra proferida num momento de fúria, pela blasfêmia num momento inoportuno? Quantas vezes?...

Peixe morre pela boca... ou pela falta de saber usá-la.

Falamos demais, dizemos sem pensar, pouco nos importamos com os outros e não respeitamos a nossa própria consciência.

Desejamos o imediato e não projetamos o futuro.

Na verdade, protelamos nossos problemas, empurramos com a barriga nossas dívidas morais e, raras vezes, fazemos um exame de consciência no final do dia.

Temos medo de nós mesmos, do que somos capazes de fazer num momento de ira, num momento de angústia.

Surtamos várias vezes no decorrer do dia, deixamos nossa mente viajar e vivemos na abstração de sonhos, pois temos medo do realizar, do inovar e de, declaradamente, arriscar ou, quem sabe, perder e errar.

Inclusive, lidar com a adversidade requer um pouco mais do que só cérebro.

É necessário sensibilidade, responsabilidade, maturidade, palavras que conhecemos só no dicionário, mas muito pouco em nossa vida.

Optamos pela comodidade, pelo simples fato de nos calar e deixar a poeira baixar, sendo, simplesmente, marionetes de quem usa um pouco mais da arte persuasiva.

Pecamos pela falta de improviso.

Vivemos de grandiosos clichês moralistas, chatos, que repetimos automaticamente no decorrer do dia, mas que não têm efeito nenhum no cotidiano.

Repetimos ao léu, acreditamos num nada, no oco.

Generalizamos demais, pensamos de menos.

Buscamos a qualquer custo aumentar nossas posses, fazer nosso nome, elevar nosso status, mas estamos nos lixando para o nosso "eu".

Pouco nos importamos em fazer a tão falada diferença. Acabamos nos esquecendo de nossa índole, de nossos valores, chegando a perder nossa identidade, nossa personalidade por nos anularmos.

Pois é, assim levamos nossa vida, achando que não dá pra fazer mais, que não dá pra corrigir um erro.

Mas ainda há tempo de recuperar o que foi perdido, a amizade perdida, a frase entalada na garganta e o amor guardado, enclausurado num coração que ainda bate as mesmas emoções e desejos.

Covardia a nossa de nos martirizar desse jeito.

Quantos de nós não sente aquele aperto no coração por não ter dito determinada coisa à amada sabendo, tempos depois, que "aquela palavrinha" faria uma tremenda diferença na ocasião?

Quantos, e não poucos, de nós? Quantos, ainda, não queriam voltar no tempo e dizer, serenando na chuva, na garoa à capela, todas as canções de redenção?

Quem não queria... quem não queria voltar e sentir o arrepio na espinha, o frio na barriga e o salivar da língua ao tocar a mão da amada? Quem, me diga!, quem?!

Mas, já está tudo escrito, tudo feito, dito e redito. E você que me lê aí agora poderia, assim como muitos, ter falado e se calou; escutado, mas fugiu; feito ao invés de esperar; amado ao se iludir.

Mas, foram essas as nossas escolhas.

Ronnie Vitorino

fonte: http://pemiliocarlos.blogspot.com/2010/11/poderia-ter-sido-diferente.html

sábado, 11 de dezembro de 2010

Quando chega a hora de dizer chega!

"Vocês trocaram mensagens bobas pelo celular, dividiram brigadeiros de panela, assistiram TV juntos largados na poltrona e dormiram de conchinha. Foram, enfim, o centro da vida um do outro. Mas agora é cada um para o seu lado. E sempre fica um enorme ponto de interrogação: se era tão bom, por que acabou? Para entender, é preciso voltar no tempo e fazer um passeio pelas savanas africanas, 3 milhões de anos atrás. O homem caçava e protegia a família. A mulher cuidava dos filhotes. Mas, em determinado momento, os casais se separavam. O objetivo da família nuclear - nome técnico que os antropólogos dão ao conjunto de pai, mãe e filhos - era garantir que o homem ficasse por perto tempo suficiente para criar o filhote. Somente isso. Quando o filhote já estava crescidinho e não exigia atenção integral da mãe (que por isso podia voltar a se virar sozinha), o pai estava livre para ir embora e procurar outras fêmeas para procriar."(Trecho da matéria "Amor- O Fim" da revista Super Interessante, Edição 278 maio/2010)

 E quando chega a hora de dizer chega? É difícil e muitas vezes até impossível de se cogitar essa hipótese quando você ama alguém incondicionalmente, começos de namoros são um mar de rosas para quem os vive, mas o que de fato é um amor incondicional? Existe um amor que não tenha condição de existência, que não tenha limite a ponto de fazer com a pessoa que ama se anule? Quem se anula não conhece o verdadeiro significado do Amor, pois amar é saber dizer não quando preciso, e é também reconhecimento e esforço, é muito fácil amar dentro da casca do ovo, no conforto de uma relação que beira o limite da anulação, onde apenas um doa, apenas um se entrega, apenas um consegue ser flexível... a famosa relação do um e para que haja um relacionamento é preciso dois, o que seria então um namoro de apenas um? Amor ou dependência?

 De acordo com a teoria evolucionista só existe amor enquanto um "depende" do outro para alguma coisa, entendamos então dependência como a precisão positiva que temos do outro, quando no começo precisamos de um sorriso, de um gesto carinhoso, de um "te amo", ou apenas da presença da pessoa amada. Quando não precisamos mais do outro, porque ainda insistimos em manter algo que evidentemente, fará com pelo menos um se machuque? Se é tão evidente quando as coisas mudam,  e você já não é tão relevante na vida de alguém, não seria mais fácil acabar com tudo de forma amigável ao invés de persistir no erro? Minha mãe costuma dizer que coração é terra que ninguém toca, talvez isso explique o porque de persistimos em uma relação defasada, é mais do que apenas se acostumar a presença daquele alguém, e sim sentir necessidade de ser amado, e nunca estar sozinho.

 Tenho insistido que se você não consegue ser feliz sozinho, se você não é auto suficiente nunca será possível ser feliz ao lado de qualquer pessoa, pelo visto é mais difícil pregar o que se fala do que imaginamos. Mas admitir e reconhecer a dependência é o primeiro passo para a cura segundo a psicologia, ter então consciência de como uma relação esteja por um fio seja o passo anterior para que possamos em seguida rever os nossos conceitos e reatar com o verdadeiro amor que renunciamos para estar com outra pessoa... nós mesmos! Talvez seja hora do velho caçador perceber que não existe necessidade de continuar onde está e buscar novas tribos...

Facts sobre Amor

1.

2.
  
3.

4.

5.