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terça-feira, 9 de outubro de 2012

Me machuco, te machucas, nos machucamos...


Quanto mais cresço mais me me aproximo do que não gostaria de ser
Mais eu busco em mim uma parte de mim que ignoro
Prefiro não perceber que existe para não me machucar ainda mais
Pois pior do que chorar a dor causada pelo outro 
É  incitar a dor  por nossas próprias atitudes. 

Permaneço inquieto com a incerteza do chão sobre os meus pés
Que não é tão firme como deveria ser. 
Choro a cada ferida causada
Mas dentro de mim existe um masoquismo que não apenas assiste
Como protagoniza cada golpe desferido.

Procuro no outro o que na verdade já existe em mim
E não me dou conta do quanto é difícil 
Assimilar um segundo universo
Que além de criar um vácuo no meu mundo em andamento
Prende as unhas no meu chão 
E me arrasta junto pros seus mares de incerteza.

 No fim de tudo, eu que olhava com olhares de menino
Agora sou quem desfere cada golpe de misericórdia. 
No fim de tudo, minhas lágrimas começam a formar uma nascente de dois
Mas percebo confuso que as mãos de quem implora clemência
São as mesmas de quem estanca o meu ferimento.

E já não sei quem é fera e quem é ferido
 Quem sofre e quem deleita, quem evita e quem procura. 
Um dia entenderei que somos os dois a mesma nascente
Que ora evade o sofrimento, ora busca e e se alimenta da sua força.




Sobrevivente.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Vou Correr


Vou correr
O teu desleixo inquietude traz
E se eu me queixo você faz eu ver
Que eu tô querendo mais
Do que você
No expressivo tempo que já faz
Se dispôs a me oferecer
Eu sei que não sou capaz
De olhar pra você
E não me importar com outras mãos
Que possam segurar a tua
Você só quer se for assim
Diz que tá na fase de curtir
E o que resta pra mim é correr
Mas tudo bem
Eu já estive onde você está
Quem sabe um dia a gente possa ser
Se com isso eu não contar
Eu vou te ver
Vai ser difícil não me aproximar
Mas meia volta eu vou dar porque
Eu sei que não sou capaz
De olhar pra você
E não me importar com outras mãos
Que possam segurar a tua
Você só quer se for assim
Diz que tá na fase de curtir
E o que resta pra mim é correr
Simplesmente aconteceu
Me sinto vivo
Mesmo não sendo como eu idealizei
Me sinto vivo

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Amar com limites.



 Desde que iniciei minha vida amorosa, passei por N situações, muitas delas nada agradáveis, e outras para serem lembradas pra sempre como ótimas recordações, desde o início o que mais fiz foi amadurecer, e me tornar mais responsável em todos os sentidos, porém com toda a minha vivência uma coisa que não deixei de fazer foi viver a minha vida, sempre tive amigos, opiniões, o fato de amar alguém nunca me impossibilitou de fazer coisas que tinha vontade, tudo dentro do seu limite é claro.

 Tenho visto que muitas pessoas , diferente de mim, quando estão em um relacionamento se tornam engessadas, esquecem velhos amigos, abandonam hobbies, e muitas vezes deixam até mesmo de cuidar de si mesmas, perdem sua vaidade, e em casos extremos até afastam de suas famílias, tudo para não desreipeitar o parceiro que não admite que elas vivam suas vidas à própria maneira. Sempre quando iniciamos um namoro, procuramos sim agradar o parceiro, evitamos confrontos desnecessários, e cedemos em situações que normalmente não cederíamos, o problema é que quando a paixão é cega, aos poucos o limite entre ceder parar agradar e anulação vai se estreitando até se passa a viver a vida do outro.

  É muito importante em qualquer relacionamento estabelecer limites, pois até para o mais nobre dos sentimentos é preciso saber dizer NÃO as vezes, e isso também é prova de amor, no sentido de que mesmo que haja uma vírgula no relacionamento o amor ainda existe, amor que apenas sobrevive sobre pressão e imposição de regras não é um amor real, poderia até dizer que é uma relação de pessoas inseguras, insegura da que controla que não consegue amar sem algemar pois não é auto-confiante e precisa controlar o tempo todo, e insegura da que não consegue caminhar sobre as próprias pernas devido a um provável problema de falta de opinião.

  Se você tem hábitos, saudáveis é claro, mantenha-os inclusive se você estiver com alguém muito ciumento ou controlador, saiba impor regras, até onde e o que você aceita, mantenha seus amigos por perto mesmo que ele/ela não goste, mostre que a sua vida já existia antes que essa pessoa chegasse, então ela precisa se encaixar no seu espaço também, saber ceder é importantíssimo, mas ceda até onde você se sentir a vontade, o amor que é amor, sabe respeitar seus limites e necessidades, não existe problema em fazer uma academia que há muito tempo esta sendo adiada, usar a roupa que você se sinta a vontade, ter amigos, e porque não até curtir o próprio o happy hour com eles, tudo com muito respeito e sem nunca perder o amor próprio.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Poderia ter sido diferente

Desejamos o imediato e não projetamos o futuro...




Arrependimento dói, consome, é quase um obsessor inconsciente do oculto de nossa mente dependente, carente.

Às vezes, até, deprimente. Mas o fato não é que eu tenha remorso de algo que tenha feito, pelo contrário.

Sinto-me mal em não ter feito, em ter sido omisso ou covarde, em não querer magoar alguém e sofrer as conseqüências sozinho.

A vida poderia ser diferente, poderia ter outros rumos se não fosse a nossa falta de comprometimento, de caráter, de hombridade em dizer a verdade, em deixar o orgulho de lado, e ao menos tentar, ser leal consigo mesmo.

Quem sabe assim as conseqüências fossem diferentes... mas é só uma especulação.

Quantas vezes, por termos deixado de fazer algo, ocasionamos um trauma em alguém ou, pior, ficamos a nos lamuriar o resto da vida pela frase não dita, pelo revide que não teria que ter acontecido, pela palavra proferida num momento de fúria, pela blasfêmia num momento inoportuno? Quantas vezes?...

Peixe morre pela boca... ou pela falta de saber usá-la.

Falamos demais, dizemos sem pensar, pouco nos importamos com os outros e não respeitamos a nossa própria consciência.

Desejamos o imediato e não projetamos o futuro.

Na verdade, protelamos nossos problemas, empurramos com a barriga nossas dívidas morais e, raras vezes, fazemos um exame de consciência no final do dia.

Temos medo de nós mesmos, do que somos capazes de fazer num momento de ira, num momento de angústia.

Surtamos várias vezes no decorrer do dia, deixamos nossa mente viajar e vivemos na abstração de sonhos, pois temos medo do realizar, do inovar e de, declaradamente, arriscar ou, quem sabe, perder e errar.

Inclusive, lidar com a adversidade requer um pouco mais do que só cérebro.

É necessário sensibilidade, responsabilidade, maturidade, palavras que conhecemos só no dicionário, mas muito pouco em nossa vida.

Optamos pela comodidade, pelo simples fato de nos calar e deixar a poeira baixar, sendo, simplesmente, marionetes de quem usa um pouco mais da arte persuasiva.

Pecamos pela falta de improviso.

Vivemos de grandiosos clichês moralistas, chatos, que repetimos automaticamente no decorrer do dia, mas que não têm efeito nenhum no cotidiano.

Repetimos ao léu, acreditamos num nada, no oco.

Generalizamos demais, pensamos de menos.

Buscamos a qualquer custo aumentar nossas posses, fazer nosso nome, elevar nosso status, mas estamos nos lixando para o nosso "eu".

Pouco nos importamos em fazer a tão falada diferença. Acabamos nos esquecendo de nossa índole, de nossos valores, chegando a perder nossa identidade, nossa personalidade por nos anularmos.

Pois é, assim levamos nossa vida, achando que não dá pra fazer mais, que não dá pra corrigir um erro.

Mas ainda há tempo de recuperar o que foi perdido, a amizade perdida, a frase entalada na garganta e o amor guardado, enclausurado num coração que ainda bate as mesmas emoções e desejos.

Covardia a nossa de nos martirizar desse jeito.

Quantos de nós não sente aquele aperto no coração por não ter dito determinada coisa à amada sabendo, tempos depois, que "aquela palavrinha" faria uma tremenda diferença na ocasião?

Quantos, e não poucos, de nós? Quantos, ainda, não queriam voltar no tempo e dizer, serenando na chuva, na garoa à capela, todas as canções de redenção?

Quem não queria... quem não queria voltar e sentir o arrepio na espinha, o frio na barriga e o salivar da língua ao tocar a mão da amada? Quem, me diga!, quem?!

Mas, já está tudo escrito, tudo feito, dito e redito. E você que me lê aí agora poderia, assim como muitos, ter falado e se calou; escutado, mas fugiu; feito ao invés de esperar; amado ao se iludir.

Mas, foram essas as nossas escolhas.

Ronnie Vitorino

fonte: http://pemiliocarlos.blogspot.com/2010/11/poderia-ter-sido-diferente.html

sábado, 11 de dezembro de 2010

Quando chega a hora de dizer chega!

"Vocês trocaram mensagens bobas pelo celular, dividiram brigadeiros de panela, assistiram TV juntos largados na poltrona e dormiram de conchinha. Foram, enfim, o centro da vida um do outro. Mas agora é cada um para o seu lado. E sempre fica um enorme ponto de interrogação: se era tão bom, por que acabou? Para entender, é preciso voltar no tempo e fazer um passeio pelas savanas africanas, 3 milhões de anos atrás. O homem caçava e protegia a família. A mulher cuidava dos filhotes. Mas, em determinado momento, os casais se separavam. O objetivo da família nuclear - nome técnico que os antropólogos dão ao conjunto de pai, mãe e filhos - era garantir que o homem ficasse por perto tempo suficiente para criar o filhote. Somente isso. Quando o filhote já estava crescidinho e não exigia atenção integral da mãe (que por isso podia voltar a se virar sozinha), o pai estava livre para ir embora e procurar outras fêmeas para procriar."(Trecho da matéria "Amor- O Fim" da revista Super Interessante, Edição 278 maio/2010)

 E quando chega a hora de dizer chega? É difícil e muitas vezes até impossível de se cogitar essa hipótese quando você ama alguém incondicionalmente, começos de namoros são um mar de rosas para quem os vive, mas o que de fato é um amor incondicional? Existe um amor que não tenha condição de existência, que não tenha limite a ponto de fazer com a pessoa que ama se anule? Quem se anula não conhece o verdadeiro significado do Amor, pois amar é saber dizer não quando preciso, e é também reconhecimento e esforço, é muito fácil amar dentro da casca do ovo, no conforto de uma relação que beira o limite da anulação, onde apenas um doa, apenas um se entrega, apenas um consegue ser flexível... a famosa relação do um e para que haja um relacionamento é preciso dois, o que seria então um namoro de apenas um? Amor ou dependência?

 De acordo com a teoria evolucionista só existe amor enquanto um "depende" do outro para alguma coisa, entendamos então dependência como a precisão positiva que temos do outro, quando no começo precisamos de um sorriso, de um gesto carinhoso, de um "te amo", ou apenas da presença da pessoa amada. Quando não precisamos mais do outro, porque ainda insistimos em manter algo que evidentemente, fará com pelo menos um se machuque? Se é tão evidente quando as coisas mudam,  e você já não é tão relevante na vida de alguém, não seria mais fácil acabar com tudo de forma amigável ao invés de persistir no erro? Minha mãe costuma dizer que coração é terra que ninguém toca, talvez isso explique o porque de persistimos em uma relação defasada, é mais do que apenas se acostumar a presença daquele alguém, e sim sentir necessidade de ser amado, e nunca estar sozinho.

 Tenho insistido que se você não consegue ser feliz sozinho, se você não é auto suficiente nunca será possível ser feliz ao lado de qualquer pessoa, pelo visto é mais difícil pregar o que se fala do que imaginamos. Mas admitir e reconhecer a dependência é o primeiro passo para a cura segundo a psicologia, ter então consciência de como uma relação esteja por um fio seja o passo anterior para que possamos em seguida rever os nossos conceitos e reatar com o verdadeiro amor que renunciamos para estar com outra pessoa... nós mesmos! Talvez seja hora do velho caçador perceber que não existe necessidade de continuar onde está e buscar novas tribos...

Facts sobre Amor

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