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terça-feira, 25 de setembro de 2012

Café com Leite

O quanto estamos dispostos a abdicar de nós mesmos por quem amamos?
Passamos toda uma vida procurando um sentido em nunca desistir da felicidade, um sentido em acordar todos os dias, trabalhar, tirar boas notas, comprar um carro novo... e acima de tudo, um sentido em não fazer nada disso sozinho.
O que adianta sucesso no jogo, se o amor é o que torna tudo mais emocionante?
Desde o mais rico ao maltrapilho, ninguém está completo se não  há alguém para dividir cada momento de glória, fracasso ou rotina de nossa vida. 
Só que todos temos em nossa bagagem uma vida já vivida, muitas vezes essa mala torna a viagem menos excitante do que deveria ser. Ninguém planeja dividir a vida com toda a vida do parceiro, passado, traumas, cunhado, sogra, erros cometidos, etc. Essa vida extra normalmente não é revelada quando estamos conhecendo a pessoa que queremos levar pra nossa vida, e se é revelada, normalmente passa despercebida e não damos conta do quanto teremos que acrescentar na relação.
Essa bagagem do outro, é uma das maiores provas que pela qual temos que sobreviver se queremos encontrar o sentido que tanto procuramos. Devemos estar preparados para os sacrifícios que a vida nos exige se queremos o sucesso. Não se compra uma casa sem economia e corte de supérfluos, não se conquista um diploma sem estudo árduo, não se consegue o corpo perfeito sem dietas rígidas e exercícios constantes... Assim é o amor, jamais será pleno em nossa vida se não nos prepararmos para os sacrifícios que ele nos exige.

Segue um curta metragem para reflexão: 

Café com Leite.


Danilo estava prestes a sair de casa para ir morar com seu namorado, Marcos, quando seus pais morrem num acidente. Seus planos para o futuro mudam quando ele se torna responsável pelo irmão caçula, Lucas. Novos laços são criados entre estes três jovens garotos. Enquanto os irmãos Danilo e Lucas precisam descobrir tudo que não sabiam um sobre o outro, Marcos tenta encontrar seu lugar naquela nova relação familiar. Entre vídeo-games e copos de leite, dor e decepção, eles precisam aprender a viver juntos. (wikipedia)


domingo, 18 de outubro de 2009

Hedwig: Rock, Amor e Traição.

A uns dois anos mais ou menos vi um filme muito legal sobre aparentemente uma drag queen que era vocalista de uma banda de rock, ao assistir o filme descobri que a história vai alem disso, se trata de uma reflexão sobre os diferentes comportamentos sexuais e culturais, fala sobre o amor de uma mãe que esta disposta a abdicar-se da própria identidade em prol do filho, fala sobre sacrifícios que fazemos por quem amamos e depois descobrimos que não valeu a pena, fala sobre a diferença entre amar e só admirar, o quanto pode ser difícil lutar por um ideal, que voltar atrás pode ser uma atitude sábia, enfim não é apenas um filme com temática homo, vai fundo em muitos aspectos de muitas pessoas. Totalmente indicado!
Sinopse: "Hansel é um jovem que mora em Berlim Ocidental e que sonha em se tornar uma grande estrela do rock nos Estados Unidos. Até que ele conhece um belo americano que lhe promete amor e liberdade e que pode fazer com que todos os seus sonhos se tornem reais. Mas para ir para os Estados Unidos juntamente com ele Hansel precisará fazer uma operação de mudança de sexo, pois somente assim com ele poderá se casar. Assim nasce Hedwig (John Cameron Mitchell), que chega a Kansas no mesmo dia em que o Muro de Berlim é derrubado. Preparando-se para dar início à sua carreira, Hedwig utiliza pesada maquiagem, uma peruca a la Farrah Fawcett e forma sua própria banda, chamada The Angry Inch. Porém, Hedwig logo se apaixona por um garoto de 16 anos chamado Tommy Gnosis (Michael Pitt) que acaba lhe dando um golpe e roubando suas canções, tornando-se assim a estrela do rock que Hedwig sempre sonhou ser. Recusando-se a ser derrotada, Hedwig começa então a cantar juntamente com sua banda em restaurantes e bares, buscando o reconhecimento por seu trabalho."
( http://www.cinemenu.com.br/filmes/hedwig-rock-amor-e-traicao-2001/sobre-o-filme )

Nesse trecho do filme da pra ter uma noção de que o filme é bem profundo, na música "Origin of Love" a vocalista Hedwig canta sobre como nos separamos da nossa alma gêmea, e passamos desde então a buscá-la dando origem ao sentimento que hoje chamamos de Amor. Totalmente indicado!